Vacina contra dengue está em fase final de produção

Vacina contra dengue está em fase final de produção

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 40% da população mundial está em risco de contrair o vírus da dengue: são cerca de 390 milhões de infecções por ano. Em 2019, foram registrados 1.281.759 casos prováveis de dengue no país.

A forma mais eficaz de evitar doenças infecciosas é a vacina. Por isso, o Ministério da Saúde apoia o Instituto Butantan no desenvolvimento de uma vacina contra a dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
“A vacina terá o potencial de proteger uma quantidade cada vez maior de pessoas com apenas uma dose”, explica o diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituto Butantan, Alexander Precioso.

Para garantir segurança e eficácia aos usuários, o processo de desenvolvimento de uma vacina é complexo e passa por diversas etapas, podendo durar anos. Contra a dengue, são necessárias três fases, antes de pedir o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com diretor, o estudo para produção da vacina contra a dengue já está na terceira etapa, que é a fase clínica. “A terceira é a última fase antes de você pedir o registro sanitário, caso se comprove que a vacina protege por aquilo que ela se propõe. Estamos nessa última fase, a qual demostrará a eficácia (proteção) de uma dose da vacina em voluntários de 2 a 59 anos de idade, contra os 4 sorotipos dos vírus da dengue”, explica o diretor.

O desenvolvimento da vacina contra dengue começou em 2009, quando o Butantan conseguiu licença para pesquisar os quatro vírus da dengue. Segundo o diretor, os estudos começaram em conjunto com a instituição pública de pesquisa em Saúde dos Estados Unidos – National Institutes of Health (NIH – Instituto Nacional de Saúde), onde eles já haviam conseguido uma boa resposta no organismo humano. “Nós iniciamos um estudo a partir da fase dois, que combinava algumas características importantes de fase um, para dar continuidade na análise da vacina”, conta Precioso.

Atualmente o estudo conta com 17 mil voluntários, nas cinco regiões do Brasil. A expectativa é que essa vacina possa ser indicada tanto para pessoas que já foram infectadas por um dos quatro subtipos da dengue, quanto para aquelas que nunca tiveram a doença.

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